A fé não cabe no bolso
De modo que trabalhei durante essas últimas tragédias. Sou um simples rato de redação. Mais um sufocado pelas imagens fortes e cruéis de Angra e do Haiti. A televisão gosta de retratar a vida aos pedaços. A vida no limite. Mas como tudo na vida, é preciso tirar uma coisa positiva do momento. E aí, o coração de alguns surpreende. A fé se reapresenta em pessoas descrentes. E o milagre ganha cores, dimensões que nem o melhor repórter do planeta consegue narrar.
Por outro lado, vestidos com muita malícia, aparece políticos bancando a santidade. Bando de oportunistas, canalhas, que sustentamos. Infelizmente, até no fundo do poço há corrupção. Há quem manipule a fraqueza. Caralho, o Brasil revolta.
No fim da maratona, um sujeito me aparece, humildemente, falando do peso da sobrevivência. Muitas vezes insuportável. Falando das amizades, da nossa amizade, da família. Consideramos então que é preciso seguir em frente. Cavando soluções, enterrando problemas e dobrando o joelho para agradecer essa passagem pela vida.
Categoria: DIVAGAÇÕES DE MAELO
Escrito por Maelo às 13:55
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